1 de dezembro de 2011

O Outro Lado

Sabe no que eu acredito?
Em batalhar pra chegar aonde eu quero
Sem me desesperar, eu espero
Eu vou encarando o que aparece
Na vontade e na fé, faço minha prece
E os ventos vão mudando, de sul pra noroeste
A cicatriz é a marca que não esquece
É tipo tempo, que passa voando e ninguémm se atreve
A parar bem no caminho
Devastando qualquer vestígio de destino
Que talvez tenha sido escrito
E nunca foi lido
Agora é só cinza do outro lado do vidro
O azul virou passado
A cor da moda é o vermelho, simbolo do povo escravizado
Por tantos anos se calaram
Na luta pela glória, vai todo o sangue que levaram
E lavaram suas almas pra seguir
Caminhando na estrada que um dia os fizeram sorrir;

O outro lado da moeda você sabe bem qual é
O cara milionário com a esposa dando pro chofer
Sustentando salario pra ser corno
Enquanto a primeira dama quer andar de carro novo
Desvia a verba da saúde e educação
Corta pela metade a folha de pagamento, lota o lixão
A taxa de desemprego cresce não quer parar
Enquanto corrupção é só o que a tv consegue nos mostrar
Carnaval, futebol, sol, praia e mar
ai você olha pro lado, sequestro, poluição, descaso
E ninguém parece se abalar
Já estamos acostumados a viver no meio do caos;

Se uma porta se abre
Abrem outras varias em seguida
Algumas são fechadas, outras são mantidas
Fica a dúvida pra você escolher
O sim, o não, talvez, por que
Quem, onde, quando, quanto
Vejo, acredito não me espanto
Na terra onde dinheiro vira santo
Já caí, já levantei, tentando me defender
As vezes, nem sei pra quê
Tem gente que faz de tudo pra se vender
Qualquer trocado pra fazer acontecer
Diz que pela vida fez o que tinha de fazer.

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