4 de junho de 2009

(suposta) auto-avaliação.

pra começar se eu soubesse fazer uma belíssima auto-avaliação de mim mesma,
eu jamais teria deixado que meus pais pagassem tantos especialistas pra me entender.
portanto, se isso soar extremamente confuso e conturbado partindo de uma "menina"
de dezenove anos, não estranhe, melhor, não crie expectativas sobre nada em mim.
pra começar vou dizer que sou alguém que não gosta de pessoas, opa! não aguce
a sua repulsa ainda. risos. pessoas... é impossível pensar em pessoas sem
pensar em adjetivos, amor, ódio, inveja, egoísmo, ciúme, bondade, honestidade.
como pode cada um de nós, entre os mais variados estereótipos sermos tão
adjetivamente iguais? incompreendidos, frustrados, estressados, esnobados,
felizes, realizados, encantados, apaixonados, correspondidos.
tudo o mesmo ciclo, tudo da mesma forma, então eu penso como nunca ocorreu uma colisão
humana completa? bom, em algum momento da história, alguém pensou que deveria haver
um "timing" entre as transições das fases da vida dessas pessoas.
é aí começamos a achar que éramos todos diferentes, únicos e solitários.
quando no fundo se o relógio parasse acabaríamos perfeitamente todos iguais.
e eu não sei o que aconteceria, ainda não parei pra pensar nisso seriamente.
sabe, eu comecei a enxergar esse ciclo ou imaginá-lo desde muito cedo, sempre.
aprendi em ciências que todo ser vivo nasce, se reproduz e morre. ok.
mas desde então, eu nunca parei de pensar nisso pra falar a verdade.
e sempre pensei na fase três mais do que em todas as outras. morte.
e eu sofri a minha vida inteira pelas mortes que viriam a acontecer,
e queria poder entender o significado disso tudo. de viver. uma razão.
haha, você provavelmente deve atestar a minha insanidade infantil com isso. rs
mas tudo isso, toda essa antecipação do meu futuro me deixou muito mais velha
do que qualquer pessoa que eu conhecesse. e esse "timing" envelhecido me pôs
de lado à todas as outras pessoas do mundo, meu mundo.
afinal, eu nunca consegui entender ninguém e de fato às pessoas não entenderiam a mim.
nem as crianças da minha idade, nem minha família, nem os estranhos que eu via todos os dias.
óbvio, que meus pensamentos escondidos e minhas atitudes únicas fizeram de mim uma completa "freak"
então ou as pessoas me excluíam ou eu me excluía para poupá-las de virem a me desprezar.
pq pessoas são assim, elas não duram pra sempre, nada dura. as coisas se desgastam e morrem.
desde tão nova, eu me excluí de todas as coisas que pudessem me abandonar.
então conviver entre pessoas foi o meu maior conflito desde de sempre.
nessa fase eu descobri que eletrônicos eram ótimos amigos e que se eles pifassem
eu simplesmente poderia comprar outro novo e problema resolvido.
se você imaginar uma pessoa que ama tecnologia definitivamente ela vai se parecer comigo,
celulares, consoles de videogame, computadores, portáteis, quadrinhos.
coisas para pessoas solitárias eu diria, coisas pra mim que nunca me deixariam só.
inclusive, nessa fase eu me apeguei à musica, descobri que essa era a maneira
perfeita de descobrir que eu poderia me encaixar com alguém, estranhos, pessoas de qualquer lugar.que em algum momento de suas vidas se sentiram da mesma forma que eu e mais ainda, que por forma de letras, arranjos e melodia deixariam seus "timing" registrado. oh. música <3
mas isso nunca bastou, nunca bastaria e eu sinto falta de ter tido uma infância.
parece tão bobo né? tão tolo, tão infantil o principal motivo pra não gostar de pessoas
é pq elas não podem durar pra sempre, pois é, é meio bobão.
mas mesmo com toda a minha bobeira que eu não abro mão, eu aprendi vivendo sozinha
que é preciso ter decepções, é preciso ser abandonado, machucado, é preciso se sentir feliz
acompanhado, é preciso trocar o computador por um encontro, é preciso se permitir.
e me permitindo aos poucos, especificadamente há dois anos eu tenho me permitido conhecer o outro lado da história.
eu tenho visto tanto... tanto do mundo... tanto das pessoas...
que me dão razão suficiente para cada vez mais sentir raiva delas,
mas ainda assim, aprendi que conhecendo-as mesmo a tão fundo é impossível deixar de amá-las
até quando sua consciência sabe que elas vão te deixar.
amando-as e colecionando momentos com elas é a melhor maneira e razão de viver algum tipo de vida.
ainda tenho todos os meus vícios tecnológicos mas se pudesse que escolher apenas um,
os trocaria sem pensar unicamente até por minhas decepções.
ainda me odeio, ainda costumo me excluir de parte das coisas, ainda questiono o mundo inteiro,
ainda sou adepta à minha autodestruição, mas se eu puder definir felicidade ao longo da minha vida ela é isso que eu estou vivendo agora.

pensar vai me deixar louca. mas antes disso vai render muita escrita.
espero não os ter aborrecido muito. foi um loooongo primeiro post. rs. mas já deu pra concluir que sou anormal D:


5 comentários:

C a i o disse...

Joevá, não são só nossos pc's que são iguais, nós também somos, comofas D;
haha

Locke disse...

Confesso que fiquei em shock
vc é muito parecida comigo! *o*
mandou bem logo no primeiro post
adoooro! hsauihsias

seja bem vinda delisian :D

Gill disse...

Gostei do seu post e achei bem interessante seu ponto de vista,mas discordo com ele :D
Acho que uma das maravilhas da vida é saber que existe a morte, acho que se as coisas durassem pra sempre tudo seria muito monotôno.Eu gosto de viver o hoje sem saber oq acontecerá no amanha, pra mim isso é oq dá graça e emoção aos momentos pois ai passamos dar mais valor às coisas.Mas gostei muito do post :D atoron perigon

seja vem vinda delisian :D[2]

# nah disse...

obrigada delisiãns :*

Paula disse...

Foda cara, escreve bem! *o*

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